quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Só por Hoje




Hoje vaguei por aí como um andarilho, sem destino. E conversei comigo mesmo enquanto o vento batia forte em meu rosto.
Hoje preparei meu café pensando em outro desfecho para o filme que assisti há pouco tempo, e liguei para pessoas que me custaram lágrimas de saudade.
Hoje eu perguntei que horas eram para uma bela mulher, mesmo sem me importar com o tempo que corria pela tarde, e dancei sozinho escutando músicas que passavam em minha cabeça como um raio que se desenha no céu. Hoje eu mandei babacas para o inferno, e abracei um velho que caminhava pela praça.
Hoje, só por hoje... eu vivi.

domingo, 6 de novembro de 2011

Silêncio



Apenas preste atenção no silêncio que existe entre nós, olhe em volta e veja o que o mundo virou enquanto seu incenso queimava para disfarçar o cheiro podre do seu passado.
Prostitutas a cada esquina, traficantes frequentando igrejas, ladrões analfabetos de terno e gravata, adolescentes osmóticos com desejos materialistas, e assassinos sujos com sangue de inocentes que apenas estavam voltando para casa.
Sinta o silêncio de almas vazias que andam pelas ruas, e escritórios que abrigam zumbis.
O doloroso silêncio que vive o ser humano, aquele que não sabe o que é amar, pois não é aceitável abrir mão de nada nos dias de hoje.
E nas escolas, as crianças aprendem como crescer sem cair no abismo dos fracos, ou não aprendem porque estão ocupados jogando futebol.
As noites servem como horas extras no trabalho, que possibilitam a posse coisas inúteis no final do mês.
Na nova era em que vivemos, a arte abriga quem se desgasta e grita para mostrar, revolucionar.
São os que num ato milagroso curam a cegueira do povo, e em algum evento épico fazem barulho contra o silêncio da alienação humana.