Eu ando pelas ruas, sem rumo...
e presto atenção nas pessoas,
que olham para o semáforo.
Pensando no amanhã.
Eu vejo rodovias infinitas,
e máquinas que nos levam para onde?
Mil luzes a cada esquina,
os velhos tempos persistem com o medo do escuro.
Eu converso com o amor todos os dias,
e ele me diz que foi expulso da sua casa.
Barrado pelos muros... muitos muros,
Que nos afastam, enfraquecem e enlouquecem.
Eu assisto brigas de loucos.
Eu faço da angústia minha companheira no sofá.
Derrubo café nas poesias,
poesias que eu cheguei à louvar.
Eu participo de blefes de bar,
e na madrugada todos cantam de olhos fechados,
e usam as mãos para reger outros ébrios.
A cada trecho me lembro do inferno que era a lucidez.
Eu respiro o ar de ignorantes que me superam,
e escrevo sobre o que nem chegam à pensar,
e penso se você me guarda nas lembranças.
Eu te quero viva e quente.
Eu ouço gritos no silêncio,
e nesse momento eu sinto a chuva caindo em meu rosto,
A chuva que são suas lágrimas perto de mim.
As constelações são pouco pra mim!
Eu aprendo com mantras,
que o futuro será melhor,
E por isso ajoelho, rezo, choro e acendo velas.
Eu só peço que tudo vire pó.
E após achar a saída da cortina de fumaça.
Eu me sinto... me sinto,
Eu estou vivo apenas.